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A Justiça de alguns é a verdadeira doença

A Justiça de alguns é a verdadeira doença
22 de setembro de 2017 admin
Em Artigos

O regresso verificado pelo Poder Judiciário com a regularização de terapias de “reversão sexual” por profissionais de Psicologia é evidente e, não por acaso, revoltante.  Essa inquietação dos defensores dos direitos LGBT (ou qualquer acrônico ligado à causa) é justa diante do atual cenário, tendo em vista que, mesmo após tantos anos de lutas, de orientações, de eventos públicos e até mesmo de atos políticos que buscaram a conscientização e o respeito daqueles que não pertencem a esse grupo, o respeito não foi observado pela instituição judiciária.

Isto, pois, considerar a condição sexual que não condiz com a heterossexualidade como algo patológico, passível de tratamentos psicológicos ligados a uma cartilha obsoleta de um órgão de classe de profissionais psicólogos, corrobora ainda mais a estigmatização e o preconceito contra as demais formas de amar.

O respeito deve ser enaltecido e o preconceito, eliminado, pois é justo amar, ser e se expressar diferente.

Aliás, surpreende-nos negativamente o fato de a classe desses profissionais atuar com tal posição, vez que o Princípio de Alteridade, muito defendido por grande parte dos cientistas da Psicologia, busca justamente tentar compreender o “outro”  além das meras aparências, principalmente quando alguém não atende aos padrões impostos como “normais”. Nota-se, portanto, que a compreensão é justamente o que falta para aqueles que entendem como doença aquilo que chamamos de “amor”.

O respeito deve ser enaltecido e o preconceito, eliminado, pois é justo amar, ser e se expressar diferente.