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Por que as marcas devem olhar para os LGBTs?

Por que as marcas devem olhar para os LGBTs?
12 de abril de 2018 admin
Em Artigos

Muita gente ainda fica chocada com a existência dos LGBTs e o rumo que a diversidade das relações afetivas está tomando. Entretanto, não dá para ficar culpando um ou outro: é mais uma questão de cultura que já está arraigada por anos e anos, mas que, agora, precisa ser desconstruída. A boa notícia é que muitos movimentos já estão entendendo que, entre tantos outros problemas que precisamos encarrar como sociedade organizada, como por exemplo, com a saúde, segurança e educação, o amor e respeito precisam prevalecer, do contrário, a intolerância pode transformar a convivência em algo insuportável.

Aos poucos, as coisas estão melhorando. Mas para que isso continue acontecendo de maneira evolutiva e saudável, precisamos seguir organizando esforços coletivos que, além das pessoas, dependem também da influência de marcas e celebridades. E neste sentido, já dá para observar uma maré bem favorável.

Um movimento que ganha força

Têm muita gente acreditando nas causas LGBTs e divulgando mensagens de apoio à diversidade. Para quem ainda não viu, o publicitário Nizan Guanaes em conjunto com a DM9 escreveu a música “Eu Sou Filho do Arco-Íris”, produzida por Rick Bonadio e que teve a participação de grandes nomes da música brasileira, como Preta Gil, Fafá de Belém, Daniela Mercury, Sandy, Pablo Vittar, entre outros artistas. Ela foi lançada no último dia 18 de junho de 2017, durante a Parada Gay de São Paulo. Vale a pena assistir:

Essa e outras ações já nos mostram uma luz no fim do túnel. No entanto, infelizmente aqui no Brasil, ainda existe muito receio daqueles que desejam se comunicar com os LGBTs. Apesar de serem ousados para criar peças para este público, precisam manter um posicionamento firme diante de muitos comentários de ódio e boicote. Não se pode intimidar e, inclusive, é preciso continuar apostando no potencial desse público, ainda que forma sutil. Mesmo que não seja o ideal, já é um grande avanço.

Mais exigentes, mas também muito fiéis

Além dos próprios LGBTs, pessoas envolvidas com esta causa também são clientes extremamente fiéis às marcas, mas que, por não se sentirem representados num produto ou numa forma de comunicação podem, a qualquer momento, desistir. Ótimo cenário para marcas como nós, que investimos em atender exatamente a expectativa desse público totalmente ignorado por outras marcas.

Ser diferente é maravilhoso!

Então, o que as marcas como a nossa estão fazendo de diferente? Por que são especiais? Basicamente, pelos três motivos a seguir:

#1 Entendem que subgrupos têm anseios diferentes

Os LGBTs tem demandas específicas e apresenta subgrupos. Não é possível colocar todos no mesmo saco: assim como heterossexuais, os homossexuais não são iguais, fadados aos estereótipos engessados pela sociedade. Homens gays são afeminados e mulheres lésbicas são masculinizadas. Eles também existem, mas são apenas uma parcela dos consumidores.

#2 Investem em mensagem e discurso coerentes

De nada adianta a marca investir em publicidade que inclui LGBTs se, para o público interno não existe apoio à diversidade, nem políticas que exercitam o direito à igualdade. Com certeza, se a mensagem estiver desalinhada poderá ter um reflexo negativo.

#3 Mais que vender, somos representativas

 

É um público extremamente exigente, que presta atenção na apresentação dos produtos, mas com consumidores fiéis às marcas. Não fazem apenas uma compra, querem toda a experiência de consumo, e demandam um atendimento personalizado e de qualidade. Não vestem uma roupa ou usam um produto porque são fofinhos, mas porque carregam uma mensagem condizente com seus ideais.